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Longevidade e qualidade de vida na terceira idade envolvem dinheiro, hábitos saudáveis e cuidados desde a juventude

  • Foto do escritor: Glória Maria
    Glória Maria
  • 1 de jun.
  • 3 min de leitura
Especialistas apontam que fatores financeiros influenciam diretamente no envelhecimento com qualidade de vida

Aparecida Pinheiro de Oliveira, com 100 anos, é moradora de São Carlos (SP) (Foto: Glória Tarocco)
Aparecida Pinheiro de Oliveira, com 100 anos, é moradora de São Carlos (SP) (Foto: Glória Tarocco)

Aposentada e com 100 anos de vida, Aparecida Pinheiro de Oliveira carrega na memória histórias, desafios e superações. Moradora de São Carlos, ela relata que, apesar das dificuldades de saúde enfrentadas durante a vida, chegar ao centenário é motivo de orgulho.

“É bom, mas ao longo da vida tive AVC e precisei ficar internada, apagada, sem saber o que tinha acontecido. Mas cheguei aos 100 anos”, contou.

Aparecida relata que após o episódio convive com gastos mensais de medicamentos de uso contínuo, como remédios para pressão alta, controle do colesterol e omeprazol. Além disso, utiliza fraldas geriátricas para auxiliar em sua rotina diária.


O economista Hipólito Martins, destaca que fatores econômicos também influenciam diretamente na qualidade de vida durante o envelhecimento. O especialista ressalta que uma condição financeira mais favorável permite acesso à informação, alimentação adequada e serviços de saúde de qualidade.

“Quem possui maior poder aquisitivo tem mais acesso a atendimento médico especializado, alimentação adequada e informações importantes para evitar riscos à saúde. Tudo isso influencia na longevidade”, explicou.

O economista ainda destaca que a renda, sozinha, não garante uma vida longa, mas contribui significativamente quando associada a hábitos saudáveis, prática de atividades físicas e qualidade de vida.

“O acesso à saúde faz diferença, sem dúvida. Hoje a medicina oferece tratamentos preventivos e até preditivos, que ajudam a antecipar problemas de saúde”, afirmou.

Para ele, o planejamento financeiro também é essencial para garantir um envelhecimento mais tranquilo no futuro.

“É importante que as pessoas, principalmente os jovens, pensem desde cedo no estilo de vida que desejam ter no futuro e comecem a se planejar financeiramente para isso”, concluiu.

Longevidade com saúde


Carolina Saad Hassem, de 31 anos, médica geriatra especialista em demências, destaca que chegar aos 100 anos com saúde depende de uma construção feita ao longo da vida, baseada em cuidados constantes com o corpo e a mente.

“O mais importante é manter constância nos cuidados, como a alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico, sono de qualidade e controle adequado de doenças crônicas.

Carolina destaca que a prevenção também tem papel fundamental, por meio de acompanhamento médico periódico, realização de exames de rotina, rastreamento precoce de doenças e imunização adequada para cada faixa etária.


Qualidade de vida


A busca por qualidade de vida tem se tornado cada vez mais importante diante da rotina acelerada e dos desafios do dia a dia. Especialistas destacam que hábitos como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e cuidar da saúde mental são fundamentais para garantir bem-estar e um envelhecimento saudável.


Mais do que pensar apenas no presente, os cuidados com a saúde devem começar desde cedo, contribuindo para uma velhice com mais disposição, autonomia e qualidade de vida. Além disso, estar bem consigo mesmo e preservar o equilíbrio emocional também faz parte desse processo, refletindo diretamente na saúde física e mental ao longo dos anos.

“Um erro frequente é imaginar que o envelhecimento saudável começa apenas na terceira idade, ou acreditar que, depois de certa idade, já não vale a pena mudar. Na prática, a saúde na velhice é construída muito antes. Alimentação inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, obesidade, controle inadequado de doenças, privação crônica de sono e níveis persistentes de ansiedade e estresse aceleram perdas funcionais e aumentam o risco de doenças crônicas.", conclui a geriatra.

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