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Brasil vive epidemia de jovens com ansiedade

  • Foto do escritor: Bianca Rosa
    Bianca Rosa
  • 21 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de mar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população com a maior prevalência de ansiedade no mundo

Foto: Diego Viana
Foto: Diego Viana

Palpitações, náusea, medo e apreensão. Esses foram os sintomas que levaram Maria Clara Brustolin ao diagnóstico de ansiedade. “São preocupações com situações que não consigo controlar, dificuldade em gerenciar meu tempo, em ter foco”, contou a estudante de 14 anos.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo. Para se ter uma ideia, aproximadamente 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade patológica.


Em seguida, aparece o Paraguai (7,6%), Noruega (7,4%), Nova Zelândia (7,3%) e Austrália (7%). Dados do Ministério da Saúde também revelam que o número de atendimentos de adolescentes com transtornos de ansiedade cresceu quase 2.500% no Brasil.


Em 2014, 1.534 atendimentos de jovens foram feitos no SUS, enquanto, em 2024, o número saltou para 53.514. A psicóloga clínica Tayssa Parra vem notando esse aumento em seu consultório.

“Percebo que a aceleração no estilo de vida das pessoas, quantidade de estímulos que uma pessoa é exposta e a exposição excessiva à informações são os principais fatores para os casos de ansiedade”.

Consequentemente também cresceu o interesse de jovens em cursar psicologia. Segundo o Censo de Educação Superior, a graduação teve um aumento de 112,4% no número de alunos matriculados entre os anos de 2010 e 2021, indo de 136,4 mil para 289,8 mil.


Giovanna Ortolani é uma dessas estudantes. Aluna do sétimo período, ela conta que sempre fica atenta às aulas para lidar com os novos transtornos mentais.

“Durante as aulas práticas, tentamos entender não só os sintomas, mas também os fatores do ambiente que contribuem para esse crescimento”.

Contudo, engana-se quem pensa que o transtorno de ansiedade é apenas um sentimento. Ele pode afetar diversas áreas do desenvolvimento social do ser humano.

“A ansiedade me impedia de fazer coisas, experimentar coisas novas ou até mesmo conhecer pessoas e lugares”, conta Nicole Cristina, de 19 anos.

TRATAMENTO


A ansiedade não afeta apenas os adolescentes. Ela também tem sido comum entre adultos e idosos. Médicos explicam que enquanto adolescentes podem se beneficiar de abordagens terapêuticas que envolvam a família e o ambiente

escolar; adultos e idosos, normalmente, necessitam de estratégias que considerem suas experiências de vida e contextos específicos.

“Cada caso é único, e a forma de condução também varia de acordo com as necessidades mais urgentes de cada paciente”, ressaltou a psicóloga clínica Tayssa Parra.

Por isso, é necessário que aqueles que possuem algum sintoma da doença, busquem um tratamento especializado e não tenham medo de superar essa dificuldade. Apesar dos desafios e da insegurança que muitos jovens e adolescentes enfrentam, especialistas ressaltam que é possível encontrar uma luz no fim do túnel. “Sempre há o que fazer”, afirmou Parra.


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