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Bullying: a violência disfarçada de brincadeira

  • Foto do escritor: Gabriela Costa
    Gabriela Costa
  • 20 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de mai.

Violência silenciosa e recorrente nas escolas afeta a saúde mental de jovens e exige atenção de educadores e famílias


Freepik
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O bullying é uma forma de violência recorrente nas escolas que afeta a saúde mental de crianças e adolescentes, podendo transformar o ambiente escolar em um espaço inseguro. Caracteriza-se por agressões repetitivas, como humilhações, exclusão e ofensas, muitas vezes disfarçadas de brincadeira.


Dados divulgados pela Agência Brasil apontam que cerca de 39,8% dos estudantes já sofreram bullying, sendo mais frequente entre meninas. A aparência física é um dos principais alvos.

“Muitas vezes, de forma sutil e silenciosa, o bullying se manifesta por meio de atitudes como apelidos pejorativos, exclusão social, humilhações, ironias constantes ou até agressões verbais disfarçadas de brincadeiras”, explica a pedagoga Mariana Rodrigues.

Segundo a psicóloga Ana Laura Calhado Bottero, o bullying está ligado às dinâmicas de grupo e à busca por pertencimento.

“O que pode levar um jovem a se tornar agressor pode estar relacionado à dificuldade de lidar com frustrações, impulsividade e baixa regulação emocional, necessidade de afirmação ou reconhecimento”, afirma.

As consequências para as vítimas são profundas, afetando a autoestima e a saúde mental. “O bullying não é um episódio isolado, mas uma experiência emocional contínua que pode marcar profundamente a constituição psíquica do adolescente”, destaca Ana Laura.


Sinais como isolamento, mudanças de humor e queda no rendimento escolar podem indicar que o jovem está sofrendo bullying. O acolhimento é essencial.

“Quando o adolescente sente que sua dor pode ser reconhecida, ele começa a construir confiança para se expressar”, pontua a especialista.

Na prevenção, o diálogo é fundamental. “Quando há uma denúncia, já é necessário tomar medidas e promover ações de conscientização”, explica a coordenadora pedagógica Andréa Alves Aguiar.


Desde 2024, o bullying é considerado crime, com punições que variam de medidas escolares a sanções legais, dependendo da gravidade do caso.

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