Governo e Congresso intensificam debate sobre Orçamento de 2026 e metas fiscais
- Maria Eduarda Gomes

- 21 de mai.
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Proposta econômica prevê aumento do salário mínimo, controle de gastos e superávit nas contas públicas

O governo federal e o Congresso Nacional intensificaram, nos últimos meses, as discussões sobre o Orçamento da União de 2026. Entre os principais temas debatidos estão o reajuste do salário mínimo, a meta de superávit fiscal e o equilíbrio das contas públicas.
A proposta enviada pelo governo ao Congresso prevê salário mínimo de R$ 1.631 em 2026, representando aumento em relação ao valor atual. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida segue a política de valorização do salário mínimo e considera a inflação e o crescimento econômico.
Além disso, o projeto orçamentário estabelece meta de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), em uma tentativa de demonstrar responsabilidade fiscal e controlar os gastos públicos. O texto também prevê investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
No Congresso Nacional, parlamentares discutem ajustes no orçamento, incluindo a destinação de emendas parlamentares. O Orçamento aprovado pelos congressistas prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas para deputados e senadores.
Especialistas apontam que o cenário econômico ainda enfrenta desafios, principalmente relacionados à inflação e aos juros elevados. Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) afirma que a inflação pode apresentar queda gradual em 2026, enquanto o Banco Central mantém atenção às taxas de juros para conter pressões inflacionárias.
O tema fiscal também tem provocado debates políticos entre governo e oposição. Parlamentares defendem medidas de contenção de gastos e maior equilíbrio das contas públicas, enquanto integrantes do governo afirmam que os investimentos sociais continuam sendo prioridade.



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