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Vício em apostas online cresce entre jovens brasileiros

  • Foto do escritor: Enzo Mello
    Enzo Mello
  • 14 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de mar.

Cada vez mais presente na rotina de jovens, as apostas online levantam preocupações sobre vício, saúde mental e impactos financeiros

Jovem verificando a conta bancária para jogar em Bets
Jovem verificando a conta bancária para jogar em Bets (Foto: Enzo Mello)

Gabriel Benegue, 20 anos, trabalha como assistente de suporte e aposta desde os 16. “Costumo apostar com o que me sobra e o que não vai fazer falta. Então, caso eu aposte esse dinheiro e o perca, para mim não faz diferença alguma. ”


Mas nem todos são assim. João, 17 anos (nome fictício), tem sido prejudicado

pelo vício em “bets”. Ele admite que as apostas já causaram problemas financeiros em casa, mesmo ainda morando com os pais.

“Infelizmente, acabo usando dinheiro que poderia ser aplicado em outra coisa, como pagar uma conta ou investir. ”

Apesar de ser proibido que menores de 18 anos apostem, no Brasil é comum

encontrar adolescentes como João, que conseguem acessar essas plataformas.

“Consigo apostar sendo menor de idade porque utilizo documentos de um amigo ou familiar maior de idade. ”

Essa prática é considerada crime e representa risco para os jovens. Dados

do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que adolescentes de 14 a 17 anos representam o grupo mais vulnerável, com 55% dos apostadores apresentando algum grau de risco ou transtorno relacionado ao jogo.


Segundo pesquisa do DataSenado, somente em 2024 cerca de 22 milhões de brasileiros apostaram ao menos uma vez em casas de apostas online — as

populares “bets”.


O estudo também revelou que 62% dos apostadores são do sexo masculino, e 38%, mulheres. Dos entrevistados na pesquisa, 68% disseram exercer atividade remunerada, enquanto 27% afirmaram não estar empregados nem procurando trabalho, e apenas 5% estão desempregados.

A psicóloga Júlia Ramos explica que diferente do que a maioria das pessoas imagina, o problema com as apostas vai além da perda de dinheiro.

“É importante deixar claro que o problema com as apostas não é só sobre grana. É sobre o impacto nas relações, na saúde mental e em como a gente se sente. ”

Além disso, a profissional alerta que a adrenalina da aposta pode criar uma dependência que rouba o foco de outras áreas da vida, transformando o que era para ser apenas diversão em um vício sério, que consome tempo e energia — e ainda faz o jogador correr atrás do “prejuízo” em uma espiral sem fim.

Vício em apostas online cresce entre jovens brasileiros

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